quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ó malhão, malhão!...

Ouvi as palavras do Sr. Ministro nos noticiários televisivos da noite. Tive dificuldade em acreditar no que ouvi. Francamente, não gostei nem percebi.
O Sr. Ministro rebaixou-se e aviltou a sua condição ao empregar o tom soez e iletrado que é usual encontrar num certo número de comentaristas de improviso, inflamados e dogmáticos, dos vários fora da web ou nos emissários fanáticos de emails que nos solicitam a subscrição de cartas abertas e fechadas, a participação em votações de linchamento público ou nos aliciam a fruir do seu anedotário descabelado e analfabeto. De um ministro, seja qual for o governo de que faz parte, não se espera, nem se pode permitir. É certo que não o fez na qualidade de ministro, fê-lo no interior do seu partido, partido onde, pelos vistos, há militantes que têm medo de expressar livremente a sua opinião... E a quem o Sr. Ministro recomenda malhar na oposição. Que é como quem aconselha: evita a violência doméstica, cala e engole dentro de casa; chegado à rua, desabafa alegremente malhando e chamando nomes aos transeuntes que passam. Na qualidade de Ministro, ou não, não pode haver duplicidade de Ser e de Agir. Gostaria o Sr Ministro que o apelidassem de representante da esquerda rasca?

3 comentários:

  1. O problema é esse: a esquerda não é andrajosa e tem gente de valor que muito se tem batido por uma sociedade mais justa. Não andou a aquecer lugares, bate-se por eles. O senhor "menistro" julgava estar ainda na faculdade e é um falar de "rapazola". Tivessem eles coragem para tirar as máscaras ... as do seu partido e dos seus amigos e comparsas já conhecidos (de governo).
    Mas francamente quero dizer-te que não acontece andar em comentários "do dia a dia" desta terra. Há opinadores (é como lhes chamo) demais. O meu lugar é um lugar de reflexão minha mas como uma borboleta, volteia sem se deter. Amargo o mundo, foge-se para lugares mais calmos e belos.
    Agradeço as tuas palavras, na verdade fui "maternal" ao pensar que há MAIS coragem e energia nos mais jovens. No fim de contas, ainda verão o resultado das suas lutas. Tal como nós, geração de 60, o fizemos no 25 de Abril. E a seguir. E hoje. Só que temos "mais" anos de desencanto em cima e pouco tempo para a frente... só isso!
    Desejo que encontres um grupo abrangente e consigas a discussão; "mover" a reflexão num bom sentido.
    Abç

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  2. Sinceramente, a política portuguesa faz-me pensar mais no "E zumba na caneca, e na caneca zumba". Já não há pachorra...

    Abraço!

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  3. Circo tem havido muito - imenso. Enquanto tinhamos o Santana, riamo-nos. Agora... só mesmo chorando

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