Afinal o dinheirinho de Bush, de Carlucci, de Gordon Brown e da Família Real parece estar a salvo e o negócio do Freeport sempre tem pernas para andar.
Comentava alguém numa reunião da Alta Direcção do Grupo Carlyle: "Uns quantos investigadores incompetentes puseram-se a remexer naquele, umh..., país europeu do terceiro mundo, governado por um tal Aristóteles, e criaram cá um destes sururus. Ó se criaram! Felizmente que isso é lá com eles, os indígenas. Que se amanhem! Enquanto malham uns nos outros, a gente cá se vai aproveitando. Oh! Oh! Oh!" (tradução livre).
Digo eu: um tramanço destes é uma espécie de auto-golo.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Quem tramou Portugal?
A pergunta é distinta da "Quem tramou Sócrates?". Que tramem Sócrates, ou Sócrates se trame a si próprio, ainda vai como vai. Agora, tramarem Portugal... Chamem a polícia!...
Que andam os camionistas a fazer, parados na berma da estrada? A dormir? Há tempos, puseram este país a ferro e fogo, arrombando a sua fragilizada economia e deixando-o num estado semelhante ao de Gaza depois da invasão sionista. E agora? Agora que temos um governo descredibilizado, oposições que, segundo elas mesmas, não têm a mínima hipótese de constituir governo, os portugueses sem trabalho e sem dinheiro e apenas possuídos de uma enorme vontade de andar à porrada uns com os outros - venha, pois, a guerra civil! - agora o que fazem os camionistas? Nem se mexem! E que jeito que eles faziam para destruir de vez este projecto de país.
Cuidado, doutora Manuela, quem a avisa seu amigo é: olhe que pode estar a cavar a sua própria sepultura.
Que andam os camionistas a fazer, parados na berma da estrada? A dormir? Há tempos, puseram este país a ferro e fogo, arrombando a sua fragilizada economia e deixando-o num estado semelhante ao de Gaza depois da invasão sionista. E agora? Agora que temos um governo descredibilizado, oposições que, segundo elas mesmas, não têm a mínima hipótese de constituir governo, os portugueses sem trabalho e sem dinheiro e apenas possuídos de uma enorme vontade de andar à porrada uns com os outros - venha, pois, a guerra civil! - agora o que fazem os camionistas? Nem se mexem! E que jeito que eles faziam para destruir de vez este projecto de país.
Cuidado, doutora Manuela, quem a avisa seu amigo é: olhe que pode estar a cavar a sua própria sepultura.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Ó malhão, malhão!...
Ouvi as palavras do Sr. Ministro nos noticiários televisivos da noite. Tive dificuldade em acreditar no que ouvi. Francamente, não gostei nem percebi.
O Sr. Ministro rebaixou-se e aviltou a sua condição ao empregar o tom soez e iletrado que é usual encontrar num certo número de comentaristas de improviso, inflamados e dogmáticos, dos vários fora da web ou nos emissários fanáticos de emails que nos solicitam a subscrição de cartas abertas e fechadas, a participação em votações de linchamento público ou nos aliciam a fruir do seu anedotário descabelado e analfabeto. De um ministro, seja qual for o governo de que faz parte, não se espera, nem se pode permitir. É certo que não o fez na qualidade de ministro, fê-lo no interior do seu partido, partido onde, pelos vistos, há militantes que têm medo de expressar livremente a sua opinião... E a quem o Sr. Ministro recomenda malhar na oposição. Que é como quem aconselha: evita a violência doméstica, cala e engole dentro de casa; chegado à rua, desabafa alegremente malhando e chamando nomes aos transeuntes que passam. Na qualidade de Ministro, ou não, não pode haver duplicidade de Ser e de Agir. Gostaria o Sr Ministro que o apelidassem de representante da esquerda rasca?
O Sr. Ministro rebaixou-se e aviltou a sua condição ao empregar o tom soez e iletrado que é usual encontrar num certo número de comentaristas de improviso, inflamados e dogmáticos, dos vários fora da web ou nos emissários fanáticos de emails que nos solicitam a subscrição de cartas abertas e fechadas, a participação em votações de linchamento público ou nos aliciam a fruir do seu anedotário descabelado e analfabeto. De um ministro, seja qual for o governo de que faz parte, não se espera, nem se pode permitir. É certo que não o fez na qualidade de ministro, fê-lo no interior do seu partido, partido onde, pelos vistos, há militantes que têm medo de expressar livremente a sua opinião... E a quem o Sr. Ministro recomenda malhar na oposição. Que é como quem aconselha: evita a violência doméstica, cala e engole dentro de casa; chegado à rua, desabafa alegremente malhando e chamando nomes aos transeuntes que passam. Na qualidade de Ministro, ou não, não pode haver duplicidade de Ser e de Agir. Gostaria o Sr Ministro que o apelidassem de representante da esquerda rasca?
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Campanha negra: a conspiração
Dada a escassez de notícias sobre o caso Freeport - o futebol e o mau tempo estão a fazer excelentes resultados no índice CSP* - aproveitemos o sossego mediático para pôr em ordem a nossa investigação bloguística.
Uma das questões que temos ainda em aberto é Quem poderia ter tramado Sócrates?.
Devo esclarecer que a questão não é retórica. Segundo o direito português, Sócrates é inocente. Se houver provas em contrário, e se for julgado e condenado, é culpado. Num caso ou noutro, alguém tentou tramar Sócrates e não foi a polícia inglesa. Se esta estiver metida ao barulho, é porque foi instrumentalizada por poderes muito grandes (e o caso deixa de ser provinciano).
Quando uma suspeita é lançada em condições tão invulgares e de tanto melindre (como é o actual ambiente político, social, económico e moral em Portugal) devemos considerar que a parte lesada e rancorosa tem muito mais a perder, monetária e/ou moralmente, do que qualquer político ou funcionário teria embolsado com o caso Freeport (quatro milhões, ao que dizem, não se sabe se em contos, se em euros, se em libras, se em dólares zimbabueanos).
Façamos a lista dos hipotéticos suspeitos:
1. Os ex-ministros banqueiros do PSD em resultado do que se sabe ( e de tudo o mais que ainda há para saber).
2. Os ex-governantes apeados do PSD e PP ao tempo do menino guerreiro (no mito do seu regresso numa manhã de nevoeiro, o nevoeiro converteu-se em fog londrino)
3. Os aparelhos partidários e sindicais do PCP e do BE, afectados nas suas tropas de élite (as corporações no funcionalismo público ameaçadas pelas vagas tentativas de reforma do actual governo).
4. O próprio PS (já que este governo parece ser pouco socialista, segundo os seus históricos, sendo sobretudo representativo da grande maioria silenciosa dos portugueses que não se vê representada em nenhum partido e que espera dele a moralização do sistema político nacional)
5. Os barões da finança, das grandes empresas de serviços públicos e da comunicação social, e os interessados na privatização das áreas sociais (saúde, segurança social e educação).
6. As altas esferas do clero católico e dos big brothers da moralidade nacional (Essa do casamento dos "coisos", ó Sócrates, foi demais! Já não chegou os divórcios que levaram tanta gente à miséria em Portugal? E o aborto?)
7. Uma família inglesa... riquíssima, poderosíssima, com fortes, muito fortes influências na Coroa, no Governo de Sua Majestade, no Vaticano, na comunicação social, nos meios policiais e judiciários.
A lista não é exaustiva nem os items são mutuamente exclusivos. Imaginemos, não uma campanha negra, mas uma cabala em que, em parte ou no todo, estes intervenientes se conluiavam para tramar Sócrates. Digno de Aghata Christie!
A investigação não será fácil pois as pistas divergem para muitos lados. Os mandantes são, como sempre, invisíveis. Apenas podemos estudar o comportamento dos seus homens de mão.
Por exemplo, dos jornalistas.
Uma das questões que temos ainda em aberto é Quem poderia ter tramado Sócrates?.
Devo esclarecer que a questão não é retórica. Segundo o direito português, Sócrates é inocente. Se houver provas em contrário, e se for julgado e condenado, é culpado. Num caso ou noutro, alguém tentou tramar Sócrates e não foi a polícia inglesa. Se esta estiver metida ao barulho, é porque foi instrumentalizada por poderes muito grandes (e o caso deixa de ser provinciano).
Quando uma suspeita é lançada em condições tão invulgares e de tanto melindre (como é o actual ambiente político, social, económico e moral em Portugal) devemos considerar que a parte lesada e rancorosa tem muito mais a perder, monetária e/ou moralmente, do que qualquer político ou funcionário teria embolsado com o caso Freeport (quatro milhões, ao que dizem, não se sabe se em contos, se em euros, se em libras, se em dólares zimbabueanos).
Façamos a lista dos hipotéticos suspeitos:
1. Os ex-ministros banqueiros do PSD em resultado do que se sabe ( e de tudo o mais que ainda há para saber).
2. Os ex-governantes apeados do PSD e PP ao tempo do menino guerreiro (no mito do seu regresso numa manhã de nevoeiro, o nevoeiro converteu-se em fog londrino)
3. Os aparelhos partidários e sindicais do PCP e do BE, afectados nas suas tropas de élite (as corporações no funcionalismo público ameaçadas pelas vagas tentativas de reforma do actual governo).
4. O próprio PS (já que este governo parece ser pouco socialista, segundo os seus históricos, sendo sobretudo representativo da grande maioria silenciosa dos portugueses que não se vê representada em nenhum partido e que espera dele a moralização do sistema político nacional)
5. Os barões da finança, das grandes empresas de serviços públicos e da comunicação social, e os interessados na privatização das áreas sociais (saúde, segurança social e educação).
6. As altas esferas do clero católico e dos big brothers da moralidade nacional (Essa do casamento dos "coisos", ó Sócrates, foi demais! Já não chegou os divórcios que levaram tanta gente à miséria em Portugal? E o aborto?)
7. Uma família inglesa... riquíssima, poderosíssima, com fortes, muito fortes influências na Coroa, no Governo de Sua Majestade, no Vaticano, na comunicação social, nos meios policiais e judiciários.
A lista não é exaustiva nem os items são mutuamente exclusivos. Imaginemos, não uma campanha negra, mas uma cabala em que, em parte ou no todo, estes intervenientes se conluiavam para tramar Sócrates. Digno de Aghata Christie!
A investigação não será fácil pois as pistas divergem para muitos lados. Os mandantes são, como sempre, invisíveis. Apenas podemos estudar o comportamento dos seus homens de mão.
Por exemplo, dos jornalistas.
Campanha negra: e por lá todos bem
Citada pela Lusa:
Notícia do jornal “Sunday Times”: Dezenas de funcionários da agência policial britânica de combate a grandes fraudes, que está a investigar o caso Freeport, vão ser dispensados por alegada incompetência, noticia hoje o jornal “Sunday Times”.
Cada vez mais interessante!
Notícia do jornal “Sunday Times”: Dezenas de funcionários da agência policial britânica de combate a grandes fraudes, que está a investigar o caso Freeport, vão ser dispensados por alegada incompetência, noticia hoje o jornal “Sunday Times”.
Cada vez mais interessante!
Campanha negra: o código
A notícia é da Lusa:
"O secretário-geral do PCP disse hoje que o caso Freeport é uma "questão de justiça", considerando que seria importante "descodificar" a expressão utilizada pelo Presidente da República de que se trata de um "assunto de Estado". "Neste momento é uma questão de Justiça, de apuramento da verdade", afirmou o líder comunista, Jerónimo de Sousa, no final da conferência de imprensa para anunciar as conclusões do Comité Central do partido, que esteve este fim-de-semana reunido."
Ficamos a saber através de JS, um entendido nestas coisas, que o PR exprime-se em código. Interessante, muito interessante!
"O secretário-geral do PCP disse hoje que o caso Freeport é uma "questão de justiça", considerando que seria importante "descodificar" a expressão utilizada pelo Presidente da República de que se trata de um "assunto de Estado". "Neste momento é uma questão de Justiça, de apuramento da verdade", afirmou o líder comunista, Jerónimo de Sousa, no final da conferência de imprensa para anunciar as conclusões do Comité Central do partido, que esteve este fim-de-semana reunido."
Ficamos a saber através de JS, um entendido nestas coisas, que o PR exprime-se em código. Interessante, muito interessante!
sábado, 31 de janeiro de 2009
Campanha negra: quem tramou?
Há duas espécies de investigação: a investigação policial e o jornalismo de investigação. Porque a Justiça é cega, a investigação policial deu em ser coxa. Para contrariar, o jornalismo de investigação é célere, capaz até de relatar os factos antes de eles ocorrerem. A primeira apura os factos, se chegar a apurá-los, para que se faça justiça; para a segunda o apurar factos é a razão da sua existência, como a do cozinheiro que apura os seus pratos para que os comensais, eles incluídos, se banqueteiem.
Proponho um novo tipo de investigação: o bloguismo de investigação.
A investigação policial tem um problema: devido ao segredo de justiça sabe-se tudo, o que é e o que não é. O jornalismo de investigação tem o problema contrário: é tudo tão transparente que não fica nada para se ver; apenas a memória, passados alguns tempos, de que se falou de qualquer coisa.
O bloguismo de investigação não vai à procura dos factos. Serve-se dos abundantes factos dados à luz pelo segredo de justiça ou pelo delírio dos jornalistas, aceita-os como meros enunciados e analisa e discute a sua verosimilhança. Ou tenta descortinar o seu significado. Para o blogger a verdade deve ter uma dimensão estética: o que interessa que um enunciado seja falso se for bonito?
Vou dar um exemplo baseado no caso Freeport.
De acordo com a Lógica, que não admite senão a verdade ou falsidade da proposição (o terceiro excluido), ou houve corrupção (em que estão envolvidos decisores políticos) ou não houve (em que não estão envolvidos decisores políticos); se não houve corrupção, ou houve tentativa de corrupção ou não houve; se houve tentativa de corrupção, a corrupção não passou do estado de tentativa por oposição dos decisores aliciados ou por inépcia ou outra qualquer incapacidade dos corruptores. Para simplificar: ou ele há coisa, ou não há nada.
Dir-me-ão que eu não devo excluir o terceiro, que o terceiro é muito português, traduzido muitas vezes no "nim". Por exemplo, todo o português concorda que um professor (um puto que cresceu na idade e nunca chegou a sair da escola) tem capacidade para avaliar os putos novos mas não tem capacidade para se avaliar a si próprio ou os seus pares, o que é deveras estranho. Ainda que um barbeiro não consiga cortar o cabelo a si próprio ainda vai. Mas, como dizia, é admissível afirmar, em português castiço e fadista, que, entre haver luvas e não haver, há a hipótese de haver uma gorjeta. Não alinho neste tipo de lógica porque assim jamais poderei colaborar com os bloguistas ingleses no apuramento da verdade. Portanto, cada enunciado deverá ser considerado, depois de um apuramento exaustivo, verdadeiro ou falso. Salvo se for destituído de sentido como a maior parte dos enunciados jornalísticos.
Então, "Sócrates foi corrupto" ou "Sócrates não foi corrupto". Não vamos entender as proposições em sentido abstracto: por exemplo, "Sócrates é por índole uma pessoa corrupta" - e as trapalhadas com as habilitações e os projectos de engenharia seriam a prova cabal de uma tal natureza; ou "Sócrates provém de uma família corrupta"; ou "Sócrates é cidadão de um país de corruptos". Tais proposições desafiam a lógica e a última apetece-me resolvê-la ao tabefe.
Se Sócrates não foi corrupto no affair Freeport então estamos perante uma campanha negra e apetece perguntar: Quem tramou Sócrates?
Se Sócrates foi corrupto no affair Freeport (chamemos-lhe Alcochetegate) então estamos numa enrascada: num país de heróis à deriva num mar tormentoso e sem ninguém com perfil de timoneiro. E apetece perguntar: Quem tramou Portugal?
Proponho um novo tipo de investigação: o bloguismo de investigação.
A investigação policial tem um problema: devido ao segredo de justiça sabe-se tudo, o que é e o que não é. O jornalismo de investigação tem o problema contrário: é tudo tão transparente que não fica nada para se ver; apenas a memória, passados alguns tempos, de que se falou de qualquer coisa.
O bloguismo de investigação não vai à procura dos factos. Serve-se dos abundantes factos dados à luz pelo segredo de justiça ou pelo delírio dos jornalistas, aceita-os como meros enunciados e analisa e discute a sua verosimilhança. Ou tenta descortinar o seu significado. Para o blogger a verdade deve ter uma dimensão estética: o que interessa que um enunciado seja falso se for bonito?
Vou dar um exemplo baseado no caso Freeport.
De acordo com a Lógica, que não admite senão a verdade ou falsidade da proposição (o terceiro excluido), ou houve corrupção (em que estão envolvidos decisores políticos) ou não houve (em que não estão envolvidos decisores políticos); se não houve corrupção, ou houve tentativa de corrupção ou não houve; se houve tentativa de corrupção, a corrupção não passou do estado de tentativa por oposição dos decisores aliciados ou por inépcia ou outra qualquer incapacidade dos corruptores. Para simplificar: ou ele há coisa, ou não há nada.
Dir-me-ão que eu não devo excluir o terceiro, que o terceiro é muito português, traduzido muitas vezes no "nim". Por exemplo, todo o português concorda que um professor (um puto que cresceu na idade e nunca chegou a sair da escola) tem capacidade para avaliar os putos novos mas não tem capacidade para se avaliar a si próprio ou os seus pares, o que é deveras estranho. Ainda que um barbeiro não consiga cortar o cabelo a si próprio ainda vai. Mas, como dizia, é admissível afirmar, em português castiço e fadista, que, entre haver luvas e não haver, há a hipótese de haver uma gorjeta. Não alinho neste tipo de lógica porque assim jamais poderei colaborar com os bloguistas ingleses no apuramento da verdade. Portanto, cada enunciado deverá ser considerado, depois de um apuramento exaustivo, verdadeiro ou falso. Salvo se for destituído de sentido como a maior parte dos enunciados jornalísticos.
Então, "Sócrates foi corrupto" ou "Sócrates não foi corrupto". Não vamos entender as proposições em sentido abstracto: por exemplo, "Sócrates é por índole uma pessoa corrupta" - e as trapalhadas com as habilitações e os projectos de engenharia seriam a prova cabal de uma tal natureza; ou "Sócrates provém de uma família corrupta"; ou "Sócrates é cidadão de um país de corruptos". Tais proposições desafiam a lógica e a última apetece-me resolvê-la ao tabefe.
Se Sócrates não foi corrupto no affair Freeport então estamos perante uma campanha negra e apetece perguntar: Quem tramou Sócrates?
Se Sócrates foi corrupto no affair Freeport (chamemos-lhe Alcochetegate) então estamos numa enrascada: num país de heróis à deriva num mar tormentoso e sem ninguém com perfil de timoneiro. E apetece perguntar: Quem tramou Portugal?
Campanha negra: a inteligência nacional
A comunicação social portuguesa é má, má, má até dizer chega. E tem o desplante de aldrabar o que as pessoas dizem mesmo quando acabámos de as ouvir.
Portugal sofre de uma clivagem de inteligência digna da abertura de uma nova área de investigação científica: porque é que de um lado os jornalistas portugueses são tão "inteligentes" e o resto do povo tão estúpido?
O PR disse que o caso Freeport era um "assunto de Estado"? Eu ouvi e gravei as declarações, percebi o contexto em que foi dito o que foi dito. NÃO DISSE!
Senhores jornalistas, sois bons dignos sucessores dos caça-bruxas e caça-judeus do Santo Ofício.
Que mal fiz eu ao diabo? Tirem-me daqui.
Portugal sofre de uma clivagem de inteligência digna da abertura de uma nova área de investigação científica: porque é que de um lado os jornalistas portugueses são tão "inteligentes" e o resto do povo tão estúpido?
O PR disse que o caso Freeport era um "assunto de Estado"? Eu ouvi e gravei as declarações, percebi o contexto em que foi dito o que foi dito. NÃO DISSE!
Senhores jornalistas, sois bons dignos sucessores dos caça-bruxas e caça-judeus do Santo Ofício.
Que mal fiz eu ao diabo? Tirem-me daqui.
Campanha negra: cherchez la femme
As "best practices" dos romances policiais aconselham sempre a "chercher la femme".
Manuela Ferreira Leite? Não! Que disparate! ("Vencer com Verdade", ó doutora, deixe-se disso! Portugal tem mais com que se rir). Uma dica: as autoridades policiais já se lembraram de investigar o envolvimento de Maria de Lurdes Rodrigues no caso Freeport?
Manuela Ferreira Leite? Não! Que disparate! ("Vencer com Verdade", ó doutora, deixe-se disso! Portugal tem mais com que se rir). Uma dica: as autoridades policiais já se lembraram de investigar o envolvimento de Maria de Lurdes Rodrigues no caso Freeport?
Campanha negra: a rapidez
Em portugal há mais pressa em aprovar leis e publicar "notícias" do que em apurar a verdade.
Campanha negra: questões de peso
Pondo os factos na balança:
1. Quantos os interesses lesados pelas políticas do governo nacional?
2. Em quantas trapalhadas e má explicações já se meteu Sócrates sempre que a imprensa chafurda no seu passado?
1. Quantos os interesses lesados pelas políticas do governo nacional?
2. Em quantas trapalhadas e má explicações já se meteu Sócrates sempre que a imprensa chafurda no seu passado?
Campanha negra: a lupa e o cachimbo
Para a jUSTIÇA só há caso se houver dinheiro ... e pode demorar o tempo que for preciso
Campanha negra: os porcos, os feios e os maus
O que há de comum entre Maddie e Sócrates?
Os cães da polícia inglesa?
Os inspectores da Judiciária?
A imprensa nacional?
Os cães da polícia inglesa?
Os inspectores da Judiciária?
A imprensa nacional?
Campanha negra: vítimas de Sócrates
O que têm professores e juízes têm em comum? Três meses de férias... Quanto a Santana Lopes, limita-se a "andar por aí"
Campanha negra: ele é corrupto, logo tenho razão!
José Sócrates é culpado de corrupção.
LOGO, os professores não devem ser avaliados!
LOGO, os professores não devem ser avaliados!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
À guisa de prefação
Perplex Cidades é um blogue assim... perplexo, que se constrói no terreno das cidades envelhecidas, sem futuro à espera de qualquer coisa, talvez de nada.
Perplex Cidades advoga o terramoto como forma de acordar os vizinhos.
Perplex Cidades anda à procura de si próprio.
Perplex Cidades interroga os seus leitores.
Perplex Cidades advoga o terramoto como forma de acordar os vizinhos.
Perplex Cidades anda à procura de si próprio.
Perplex Cidades interroga os seus leitores.
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